Santa Efigênia – Efigênia ou Ifigênia é uma das responsáveis pela disseminação do Cristianismo na Etiópia. Era filha do rei etíope Eggipus. Ela se consagrou a Deus após se converter pela mediação do Evangelista São Mateus. A santa é conhecida como protetora dos lares porque, na mesma época, fundou um convento. O rei que foi rejeitado, por vingança, mandou incendiar o local. Ela, ao saber do desastre, rezou com muita fé e, com isso, conseguiu salvar o templo sagrado. Além de proteção, Santa Efigênia também é invocada para quem deseja conquistar a casa própria. É festejada no dia 21 de setembro.

 

 

 

São Benedito – Benedito, o Negro ou Benedito, o Africano, nasceu na Sicília, sul da Itália, em 1524, no seio de família pobre e era descendente de escravos oriundos da Etiópia. De qualquer modo, todos contam que ele tinha o apelido de “mouro” pela cor de sua pele. Ingressou num convento franciscano de Palermo, capital da Sicília, e foi religioso exemplar, primando pelo espírito de oração, pela humildade e pela obediência. Embora simples irmão leigo e analfabeto, a sabedoria e o discernimento que possuía fizeram com que fosse nomeado mestre de noviços e mais tarde fosse eleito superior do convento. Foi favorecido por Deus com o dom dos milagres. Sua festa é celebrada no Brasil no dia 05 de outubro.

 

 

 

 

 

Santa Bakhita – O nome “Bakhita” que significa em idioma africano, “afortunada”, “sortuda” ou “bem-aventurada”, não lhe foi dado ao nascer mas lhe foi atribuído pelos raptores. Foi capturada e vendida por mercadores de escravos negros no mercado de El Obeid e de Cartum ao cônsul da Itália no Sudão, D. Calixto Legnani, que logo lhe deu carta de liberdade. No período de escravidão, Bakhita sofreu as humilhações, sofrimento físico, psicológico e moral dos escravos negros. Sua festa litúrgica é no dia 8 de fevereiro. Tocada pela fé católica, Josephine se converteu e, mais tarde, declarada livre da escravidão, decidiu ingressar na vida religiosa.

 

 

 

 

 

Beata Nhá Chica – Ela é a primeira beata nascida no Brasil (para a Santa Sé), a primeira beata negra brasileira, logo uma referência importante para a população negra. sobretudo para quem professa o catolicismo. Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica, filha e neta de escravos, nasceu em 1808, na fazenda Porteira dos Vilellas, na região de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, no município de São João del Rei (MG), foi batizada no dia 26 de abril de 1810. Francisca ficou órfã aos dez anos. Mulher humilde, era fervorosa devota de Nossa Senhora da Conceição, e, a pedido da mãe, passou a vida inteira a dedicar-se à prática de caridade. Leiga, foi chamada ainda em vida de “a mãe dos pobres”. Morreu no dia 14 de junho de 1895 em Baependi (MG) e foi sepultada no interior da capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição, mandada construir por ela. Pressupõe-se que tenha nascido escrava, já que era filha de uma: Izabel Maria, filha de Nhá Rosa, que veio de Benguela, em Angola, pois quando a Lei do Ventre Livre – que considerava livre a prole de mulher escrava nascida a partir da data da lei – foi promulgada, em 28 de setembro de 1871, Nhá Chica estava com mais de 61 anos! Sua festa é celebrada no dia 14 de junho.

 

 

Beato padre Victor – Pe. Francisco de Paula Victor, nasceu na cidade de Campanha, no dia 12 de abril de 1827 o sacerdote mineiro afrodescendente foi beatificado em Três Pontas, Minas Gerais, no dia 14 de novembro de 2015. Tendo vivido entre os anos 1827 e 1905, foi um sacerdote da Igreja Católica que viveu de forma heroica o seu ministério. A sua dedicação e as suas virtudes fizeram-no admirado por todos. Procurou catequizar e instruir o seu povo, criando a escola “Sagrada Família”. O padre Francisco de Paula Victor instruiu muitos filhos de famílias humildes, fazendo deles grandes homens de cultura, que passaram a viver da inteligência, nas mais variadas profissões. Pe. Victor tornou-se o primeiro padre ex-escravo do Brasil. Presidindo o rito, como representante do Papa Francisco – reporta o jornal vaticano “L’Osservatore Romano” -, o Cardeal Amato recordou que alguns com desprezo chamavam-no de “pretinho e não lhe poupavam humilhações pelo fato de ser de descendência africana”. O purpurado traçou algumas característica da personalidade do Pe. Victor, que era “de ânimo nobre. Não se deixou envolver pela mentalidade elitista dos sacerdotes, mas cultivou a virtude da humildade e da simplicidade”. Foi um pároco generoso e dinâmico, que “assegurava sempre a santa missa, celebrada no domingo com grande solenidade e com a participação de notáveis pregadores”. Pe. Victor “jamais subiu ao púlpito, mas foi muito ativo na catequese e na administração dos sacramentos”. Seu zelo apostólico não conhecia limites. O novo beato foi particularmente atento em favorecer a educação, sobretudo aos jovens menos favorecidos. Para tal fundou uma escola gratuita em sua paróquia. Morreu no dia 23 de setembro de 1905, muito pobre com fama de santidade: na realidade, ele “nasceu para o Evangelho e viveu para o povo”.

 

Santo Antônio de Categeró – Ou Antônio de Cartago, OFS nasceu na cidade de Barca, Cirenaica, na África e, no início de sua vida religiosa, professava a fé em Maomé portanto era mulçumano. Por ocasião de um aprisionamento que o fez escravo, foi levado à Sicília, para trabalhar em galeras. Vendido como trabalhador escravo a João Landavula (camponês dos arredores de Noto) tornou-se pastor. Detentor de alma sincera, grande retidão de caráter e agudeza de espírito, aproximou se da fé em Cristo. Muito disciplinado, sabia controlar seu corpo a ponto de vencer as fraquezas. Quando conquistou liberdade, dedicouse totalmente ao trabalho em hospitais (cuidar dos doentes) e à vida religiosa (homem de orações) o que o levou a ingressar para a Ordem Terceira de São Francisco e, por fim, optou por uma vida contemplativa como grande eremita no deserto. Sua morte deu-se no dia 14 de março de 1549.

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